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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Liberdade sem servidão A teoria da tradução luterana como ideia-força para o diálogo inter-religioso, por L. Bastos

1. Questões introdutórias de teoria da tradução

Detectar a distinção ou o ponto de separação da tradução da traição nem sempre é tarefa fácil. O fio é sempre muito tênue. Historicamente a tradução, não poucas vezes, esteve orientada pelo princípio de que traduzir outra coisa não seria de que encontrar a equivalência de uma palavra por outra estrangeira a ser traduzida. Subjacente a isto estava a compreensão de que para cada palavra proferida (escrita) numa língua deveria haver uma sua paralela ou similar na outra língua. Traduzir, neste caso seria simples trabalho de substituição de conceitos. Tradução seria, assim, simples trabalho mecânico. Algo que um computador pudesse realizar. Entretanto, hoje estamos mais que convencidos de que tão simples, as coisas de fato não são. A tradução pressupõe uma complexidade de operações que em muito ultrapassa a mera transferência ou substituição de vocábulos de significado sinônimo.
Desde os anos 1970 a Teoria da tradução passou a ter vida própria no âmbito dos estudos literários. Já não causa estranheza entre os estudiosos que seja vista esta atividade intelectual como uma forma de ciência com estatuto próprio. Por conta desta evolução, parece ser consenso entre os que se debruçam sobre o tema da tradução o fato de que a atividade de traduzir não se restringe à tradução de palavras, mas de sentido ou significados (BRITTO, P. H., p.12).  A este respeito se expressa contundentemente Paulo Rónai, para quem “... todo texto é alguma coisa mais do que simples soma de palavras que o compõem. O que devemos traduzir é sempre algo mais, isto é, a mensagem. E não há duas línguas que exprimam uma mensagem de certa complexidade de modo completamente igual”. (RÓNAI, P., p. 94).
Antoine Berman parece caminhar na mesma direção quando critica os tradutores que simplificam a grandeza e, por que não dizer, complexidade da tarefa da tradução em mera justaposição de termos ou expressões equivalentes noutra língua. Berman é também da opinião de que a substância da tradução é ocupar-se do resgate do  sentido presente na língua de origem. No seu entender:

“... procurar equivalentes, não significa apenas estabelecer um sentido invariante, uma idealidade que se expressaria nos diferentes provérbios de língua a língua. Significa recusar introduzir na língua para a qual se traduz a estranheza do provérbio original, a boca cheia de ouro do ar matinal alemão, significa recusar fazer da língua para a qual se traduz “o albergue do longínquo”. (...) Para o tradutor formado nesta escola, a tradução é uma transmissão  de sentido que, ao mesmo tempo, deve tornar este sentido mais claro, limpá-lo das obscuridades inerentes à estranheza  da língua estrangeira.[1]

Mais do que isso, a tradução importa em permitir o encontro de culturas. Entretanto, que não se deve confundir o resgate dos sentidos de um texto com o seu aprisionamento. Tradução nunca deveria ser sinônimo de domesticação. Quando um texto traduzido já não deixa as marcas mínimas de sua origem, ele foi, por certo, domesticado. A Tradução domesticadora executa uma perversão da tradução em sua mais sublime intenção. Se ela quer aproximar povos e culturas e estabelecer um diálogo fecundo, ela deve ser tudo menos etnocêntrica. Povos e pessoas se encontram para o enriquecimento recíproco e não para a dominação de uns sobre os outros (BERMAN, A., p. 33-34).
A tradução pressupõe também a interpretação dos significados. Já  P. Ricouer tornou público de modo preciso essa verdade. No seu entender a tradução  deveria ser vista “...como sinônimo da interpretação de todo conjunto significante no interior da mesma comunidade linguística.” (RICOUER, P., p. 33). Interpretando o tradutor se habilita a ir ao encontro do que há de mais vital e profundo do texto fonte. Interpretar é, assim, como abrir uma janela de múltiplas possibilidades que se apresentam para aquele que se pergunta pelas possibilidades ou latências de um texto, de uma cultura mesmo. A hermenêutica subsidia o tradutor na medida em que traz à memória deste não somente o que o texto diz, mas o que poderia ter dito. Ela instiga o tradutor a ousar dizer (por no âmbito da realidade) o que o autor pensou em ter dito ou faltou dizer (âmbito da idealidade).
A linguística tem posto importantes elementos teóricos à disposição da ciência da tradução. A isso se reporte a constatação de George Mounin, referindo-se a Fédorov quando este diz que “...a tradução constitui antes de tudo e sempre uma operação linguística, e que a linguística representa o denominador comum, a base de todas as operações da tradução.” Entenda-se linguística aqui com a sua particularização, a semântica, a qual outra coisa não seria senão a “ciência das significações e das leis que presidem à transformações dos sentidos”. Não se podem desconsiderar, todavia, os riscos que corre a tradução literária todas as vezes que estabeleça tanto uma relação de subserviência, quando de assumida inimizade com a linguística.
A semântica vai por a descoberto o fato de que  os sentidos transmutam-se ao longo do tempo. Eles, os sentidos, estão condicionados (mas não mecanicamente determinados) pela história e pela cultura, nas quais surge e se desenvolve. Isto o expressou de modo cristalino a pesquisa de Adam Schaff para quem a semântica tem como traço característico a possibilidade de “... tratar da história das significações, de suas origens”.[2] No seu entender há os fatores extralinguísticos que ocasionam a mudança nas significações. Daí se concluir que a semântica deve necessariamente ser analisada diacronicamente.
Um tradutor não deve desconsiderar este fato uma vez que se ocupa do encontro entre duas línguas, produto cultural por excelência. Isto vale, tanto para a língua de origem quanto para a língua, para a qual se traduz. Na tentativa de fazer emergir em sua própria língua os sinais de contato e de distância (estranhos) entre sua língua e a estrangeira, o tradutor não deverá  se olvidar dos condicionamentos histórico-culturais que provocam o câmbio de significados, “as variações de interpretação, as mudanças de sentido trazidas pelo tempo ou pelo contexto.”[3]
A tarefa tradutória se complementa de uma aproximação hermenêutica. Sim, pois tradução é também interpretar. Os signos não falam por si sós, demandam  o juízo interpretativo. Todo ato de tradução presume a opção semântica, mas, mais do que isso, a tradução não pode ser confundida com o transporte mecânico de significados de uma língua para outra, uma vez que estes não se deixam captar imediatamente. Sem uma hermenêutica se revelam difusos. Perdem sua pertinência comunicativa.[4]

2. Martin Lutero: tradução como inculturação.

Para manter sua fidelidade ao texto original o tradutor precisa estar convencido de que qualquer texto (seja ele literário ou não) só pode ser abordado por meio de uma interpretação.[5] Isto reforça a tese de que uma fidelidade absoluta e totalizante é impossível.[6] Toda interpretação pressupõe, todavia, um lugar hermenêutico. Ninguém interpreta desde um “não-lugar”. A língua (e a linguagem, por conseguinte) é um fenômeno histórico e temporalmente situado. O chão do tradutor é o que lhe permite reconhecer identificações entre seu mundo e o mundo do texto de onde traduz. Mais do que similaridades, na tradução, afloram dessemelhanças vitais entre os dois textos. Nisso está o elemento fecundo da tarefa tradutícia. O “estrangeiro” se revela como o elemento que enriquece  a ambos os mundos. Não pode ser de modo algum suprimido ou desconsiderado. Quem traduz traz consigo suas mundividências imprimindo um caráter novo ao texto do qual traduz. Reinterpretando-o, acaba por recria-lo. Reescreve em novas categorias, dando assim vida para além de si.
Ainda que soubéssemos plenamente o contexto vivencial do autor  ou do surgimento do texto a ser traduzido, isto não “equivaleria” a dizer que tal tradução reproduz com fidelidade o que o autor realmente quis dizer em outra língua. A isto se deve acrescer a verdade de que as línguas, todas as línguas, são produtos culturais incompletos. Todas estão num processe de construção e reconstrução. Estão mesmo em devir. De fato a hermenêutica põe no seu devido lugar a reserva diferencial que nos dista enquanto comunidade interpretativa e o autor ou texto fonte. Ao traduzir “... o que somente podemos atingir (...) é expressar nossa visão desse autor e de suas intenções.”[7]
Na tradução que se experimenta neste estudo, servi-me, como exercício tradutório também dos referencias teóricos de M. Lutero. Para ele a tradução, toda tradução não deve desconsiderar o mundo (cultura) também daqueles para quem o texto traduzido está sendo oferecido.
Traduzindo o Novo Testamento do grego para o alemão, ele tinha preocupação em que o texto final pudesse ser compreendido por seus ouvintes: a criança que brinca na rua, a dona de casa e o homem simples. Ele recomendava que o tradutor não se focasse na complexidade da língua da qual se traduz, mas sim na forma com o povo se expressava. A isto ele estabelecia a pergunta metodológica: qual alemão que seria capaz de entender expressões dissociadas de sua cultura? Por conta disso ele se serviu do expediente de incluir no texto até mesmo termos que não estivessem explicitamente presentes no original, mas que, no seu entender, permitiriam a clarificação de seu sentido. Mesmo traduzindo a Palavra de Deus, M. Lutero não se viu constrangido em estar supostamente incorrendo no sacrilégio de incluir ao texto Sagrado algo estranho. Luther entendeu que a Palavra de Deus perderia sua intencionalidade comunicativa se não fosse traduzida em categorias linguísticas contextuais. Dito de outra forma: a Bíblia só continuaria sendo Palavra de Deus se preservasse sua potencialidade comunicativa. E para isso deveria a tradução se orientar.
Traduzir era para M. Lutero como que tirar pedras e paus do caminho de quem lê o texto traduzido. Neste sentido ele parece se aproximar de W. Benjamim quando este diz que não é somente a forma de bem compreender o original, mas também uma atividade que quase nunca é capaz de reproduzir o sentido que tem o texto original. Fidelidade ao original seria, pois, o mesmo que servilismo.[8] M. Lutero quis resgatar, portanto, o profundo da significação do texto Sagrado, mas não o procurou em outro lugar senão no próprio universo conceitual terminológico do povo pobre. Exerceu uma forma antecipada de enculturação. O texto original quando traduzido deve encontrar conaturalidade com a cultura que o recebe. Nesta metamorfose (transformatio) ambos os texto se interpenetram. Preserva-se a fidelidade, sem, contudo, violentar a liberdade. Nisto se delineia a peculiaridade da tradução luterana. Ele encontra sua originalidade na medida exata em que se “atreve” a dar nova significação ao texto original. Ele o recria desde a preocupação com sua intencionalidade. Há aí, portanto, a manifestação do chamado “risco hermenêutico”. Desde o seu lugar social ele julga e interpreta a palavra (e não a letra) que com mais fidelidade reflete o que a Palavra de Deus quer dizer. É inculturação sim, na medida em que, os leitores do texto traduzido poderiam reconhecer ali, a Palavra de Deus em sua própria cultura. Esta era a relação do texto original com seus leitores primitivos.
Na base da tradução de M. Lutero, não se pode negar, está subentendido a angústia de toda uma geração. A transição da Idade média para a Modernidade provocava a inquietação das  pessoas. Era, realmente uma época de medo e ansiedade. Tais sentimentos se corporificavam na lancinante pergunta de  M. Lutero: “Como eu posso encontrar um Deus que me seja gracioso” (Wie kriege ich einen gnädigen Gott?). Sua Teologia nasce desta pergunta e funcionou como uma tentativa de resgatar o verdadeiro sentido do Evangelho de Cristo: boa notícia de salvação para os que se encontram oprimidos. Daí a Teologia da graça atuar como chave hermenêutica para toda a sua obra, inclusive seu conceito de estética.
Partindo-se do pressuposto que o tradutor é também um crítico literário e que, por conta disso, tem subjacente a isso uma ideia  literária, seria sensato analisar a concepção de tradução luterana desde esta perspectiva. Isto explica a diferença que estabeleço entre as possíveis traduções de seu hino. Proponho uma tradução que “transgride” à letra do texto original, mas lhe paradoxalmente inteiramente fiel.
A tradução por mim empreendida parte do pressuposto de que Deus é sim, um Castelo seguro, que em meio às agruras de um mundo em esfacelamento, dá segurança ao coração inquieto. Mas tal segurança não se constrói por meio de barganhas (compra das Indulgências), mas sim pelo amor de Deus. Deus este que, por livre graça, vem ao nosso encontro, sempre nos perdoando. Ele é aquele que nos acolhe, a despeito de todas as nossas fragilidades e imperfeições. Ele é castelo seguro.

Estudo de caso: O hino luterano Castelo Forte

1. O original e suas traduções.
1.1. Ein feste Burg ist unser Gott[9] - Martin Luther (EGB 362. EKD)
1. Ein feste Burg ist unser Gott, ein
Gute Wehr und Waffen.
Er hilft uns frei aus aller Not, die
Uns jetzt hat betroffen.
Der alt Böse Feind
mir Ernst er’s jetzt meint;
Gross Macht und viel List
sein grausam Rüstung ist,
auf Erd ist nicht seins gleichen

2. Mit unsrer Macht ist nichts getan,
Wir sind gar bald verloren;
Es streit für uns der rechte Mann,
Den Gott hat selbst erkoren.
Fragst du, wer der ist?
Er heist Jesus Christ,
Der Herr Zebaoth,
Und ist kein andrer Gott,
Das Feld muss er behalten

3. Und wenn die Welt voll. Teufel wär
Und wolt uns gar verschlingen,
So fürchten wir uns nicht so sehr,
Es sol uns doch gelingen.
Der Fürst dieser Welt,
Wie sal’r er sich stellt,
Tut e runs doch nicht;
Das macht, er ist gericht:
Ein Wörtlein kann ihn fallen.

4. Das Wort sie sollen lassen stahn
Und kein Dank dazu haben;
Er ist bei uns wohl auf dem Plan
Mit seinem Geist und Gaben.
Nehmen sie den Leib,
Gut, Ehr, Kind und Weib:
Lass fahren dahin,
Sei haben’s kein Gewinn,
Das Reich muss uns doch bleiben

1.2. Deus é castelo forte e bom (HPD, Hino 97, Igreja evangélica de confissão luterana do Brasil)

1. Deus é castelo forte e bom,
defesa e armamento.
Assiste-nos com sua mão,
na dor e no tormento.
O rei infernal
das trevas do mal,
com todo o poder
e astúcia quer vencer:
Igual não há na terra.

2. A minha força nada faz,
sozinho estou perdido.
Um homem a vitória traz,
por Deus foi escolhido.
Quem trouxe esta luz?
Foi Cristo Jesus,
o eterno Senhor,
outro não tem vigor;
triunfará na luta.

3. Se inúmeros demônios vêm,
querendo exterminar-nos:
Sem medo estamos,
pois não têm poder
de superar-nos.
Pois o rei do mal,
de força infernal,
não dominará;
Já condenado está
por uma só palavra.

4. O Verbo eterno vencerá
as hostes da maldade.
As armas o Senhor nos dá:
Espírito, Verdade.
Se a morte eu sofrer,
se os bens eu perder:
que tudo se vá!
Jesus conosco está.
Seu Reino é nossa herança!

1.3. Castelo forte (HE, Hino 206, Igreja Metodista do Brasil)

1. Castelo forte é nosso Deus,
Espada e bom escudo;
Com seu poder defende os seus
Em todo transe agudo.
Com fúria pertinaz
Persegue satanás,
Com ânimo cruel;
Astuto e mui rebel,
Igual não há na terra

2. A força do homem nada faz,
Sozinho, está perdido;
Mas nosso Deus socorro traz,
Em seu Filho escolhido.
Sabeis quem é? Jesus,
O que venceu na cruz,
Senhor dos altos céus;
E, sendo o próprio Des,
Triunfa na batalha.

3. Se nos quisessem devorar
Demônios não contados,
Não poderiam dominar,
Nem ver-nos assustados.
O príncipe do mal,
Com seu plano infernal,
Já condenado está;
Vencido cairá
Por uma só palavra.

4. De Deus o verbo ficará,
Sabemos com certeza,
E nada nos perturbará,
Com Cristo por defesa.
Se temos de perder
Família, bens, prazer,
Se tudo se acabar
E a morte nos chegar,
Com ele reinaremos!
1.4. Deus, meu Castelo seguro (tradução por Levy Bastos)

1. Deus é para mim um castelo seguro.
Ele é arma e defesa certas.
Por pura graça Ele nos socorre em todas as angústias que nos perturbam
O antigo e sempre presente maligno, Nosso real inimigo,
Que  com seu grande poder e imenso ardil
pensa ser alguma coisa.
Mesmo com toda a sua monstruosa artimanha
Não pode ser comparado ao nosso Deus

2. Não podemos fazer nada por nossas próprias forças,
Estaríamos totalmente perdidos.
Jesus Cristo, o Senhor de nossa redenção,
O escolhido de Deus,
Em toda a sua perfeita forma de humanidade, luta por nós.
Além dele não há outro.
E Ele nunca nos abandonará.

3. Ainda que o mundo todo estivesse inundado de corrupção e maldade
E estas quisessem nos destroçar,
Não precisaríamos temer além da conta,
Pois no final, prevaleceremos.
Os poderosos deste mundo não podem nos fazer mal algum,
Eles já estão sob o juízo divino.
Uma só palavra de Deus,
Eles cairão.

 Bibliografia:

Arrojo, Rosemary, Oficina de Tradução, 4. Edição, São Paulo: Editora Ática, 2002.
Idem, Compreender x interpretar e a questão da tradução. In: Arrojo, R., (org) O signo desconstruído. Campinas: Pontes, 2003, p.  (http://pt.scribd.com/doc/66485425/Rosemary-Arrrojo-O-Signo-Desconstruído)
Bacellos, José Carlos, Literatura e teologia, in: Fernando de Almeida/ Longuini Neto, Luis, (orgs.), Teologia para quê?, Rio de Janeiro: Mauad Editora, 2007.
Barth, Hans-Martin, Die Theologie Martin Luthers. Eine kritische Würdigung, München, Gütersloher Verlahaus, 2009.
Berman, Antoine, A prova do estrangeiro, Bauru: EDUSC, 1984.
Idem, A tradução e a letra. Ou o albergue do longínquo, Rio de Janeiro: 7Letras, 2007.
Britto, Paulo H., A tradução literária, Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2012.
Campos, Haroldo de, Da Tradução como criação crítica, In: Metalinguagem e outras metas, São Paulo: Perspectiva, 1992.
Idem, “Paul Valery e a poética da tradução”. In: Costa, Luis Angélico da (org.) Limites da traduzibilidade, Salvador: EDUFBA, 1996, p. 201-206.
Campos, Geir, Como fazer tradução, Petrópolis: Editora Vozes, 1986.
Gentzler, Edwin, Teorias contemporâneas da tradução, São Paulo: Madras Editora  Ltda, 2009.
Guiraud, Pierre, A Semântica, São Paulo: Difel, 1986.
Heidermann, Werner, (org.), Clássicos da teoria da tradução, Florianópolis: EDUSC, 2002.
Mounin, George, Os problemas teóricos da tradução, São Paulo: Editora Cultrix, s/d.
Ricoeur, Paul, Sobre a tradução, Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
Rónai, Paulo, A tradução vivida, 4. Edição, Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 2012.
Schaff, Adam, Introdução à semântica, Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1968.
Schultz, Hans-Jürgen (org.), Luther Kontrovers, Stuttgart: Kreuz Verlag, 1983.
Silveira, Breno, A arte de traduzir, São Paulo: Unesp/Edições melhoramentos,  2004.
Steiner, George, Depois de Babel, Curitiba: Editora UFPR, 2005.
Störig, Hans J., (org.), Das Problem des Übersetzens, Darmstadt: Wissenschaftliche Buchgesellschaft, 1973.
Yebra, Valentín G., Em torno a la traducíon. Teoria. Crítica. História, 2. Edição, Madrid: Editorial Gredos, 1989.




[1] Berman, A., A tradução e a letra, p. 17.
[2] Schaff, A., Introdução à semântica, p. 15.
[3] Arrojo, R., Oficina de tradução, p. 17.
[4] Idem, pp. 22-23.
[5] Idem, p. 38.
[6]Para maior aprofundamento sobre a questão da fidelidade e da liberdade no ato de traduzir, considerar a excelente abordagem de Walter Benjamin. Cf.: Störig, Hans J., (org.), Das Problem des Übersetzens.
[7] Idem, p.41.
[8] Benjamin, W., in: Heidermann, Werner, (org.), Clássicos da teoria da tradução, p. 207.
[9] A composição do Hino de Lutero é de difícil datação. No Hinário da Igreja evangélica da Alemanha (EKD) é datado de 1529, mas é possível conjecturar outras cinco datas possíveis de sua composição: 1521 quando da Dieta de Worms. 1527, quando M. Luther sofreu sua primeira crise renal. Em outubro de 1527 quando se completaram dez anos da afixação das 95 Teses nas portas da Igreja de Wittenberg. Em 1527 quando M. Luther tomou conhecimento da morte de cristãos evangélicos em Bruxelas. E, por fim, em 1529 quando da invasão turca. Heinrich Heine se referiu a este Hino como a Marselhesa da Reforma evangélica tamanha a importância que o mesmo passou a exercer na vida das Igrejas da Reforma.

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