1.
Questões introdutórias de teoria da tradução
Detectar a distinção ou
o ponto de separação da tradução da traição nem sempre é tarefa fácil. O fio é
sempre muito tênue. Historicamente a tradução, não poucas vezes, esteve
orientada pelo princípio de que traduzir outra coisa não seria de que encontrar
a equivalência de uma palavra por outra estrangeira a ser traduzida. Subjacente
a isto estava a compreensão de que para cada palavra proferida (escrita) numa
língua deveria haver uma sua paralela ou similar na outra língua. Traduzir,
neste caso seria simples trabalho de substituição de conceitos. Tradução seria,
assim, simples trabalho mecânico. Algo que um computador pudesse realizar.
Entretanto, hoje estamos mais que convencidos de que tão simples, as coisas de
fato não são. A tradução pressupõe uma complexidade de operações que em muito
ultrapassa a mera transferência ou substituição de vocábulos de significado
sinônimo.
Desde os anos 1970 a
Teoria da tradução passou a ter vida própria no âmbito dos estudos literários.
Já não causa estranheza entre os estudiosos que seja vista esta atividade
intelectual como uma forma de ciência com estatuto próprio. Por conta
desta evolução,
parece ser consenso entre os que se debruçam sobre o tema da tradução o fato de
que a atividade de traduzir não se restringe à tradução de palavras, mas de sentido
ou significados (BRITTO, P. H., p.12). A
este respeito se expressa contundentemente Paulo Rónai, para quem “... todo texto é alguma coisa mais do que
simples soma de palavras que o compõem. O que devemos traduzir é sempre algo
mais, isto é, a mensagem. E não há duas línguas que exprimam uma mensagem de
certa complexidade de modo completamente igual”. (RÓNAI, P., p. 94).
Antoine Berman parece
caminhar na mesma direção quando critica os tradutores que simplificam a
grandeza e, por que não dizer, complexidade da tarefa da tradução em mera
justaposição de termos ou expressões equivalentes noutra língua. Berman é
também da opinião de que a substância da tradução é ocupar-se do resgate do sentido presente na língua de origem. No seu
entender:
“... procurar equivalentes, não
significa apenas estabelecer um sentido invariante, uma idealidade que se
expressaria nos diferentes provérbios de língua a língua. Significa recusar
introduzir na língua para a qual se traduz a estranheza do provérbio original,
a boca cheia de ouro do ar matinal alemão, significa recusar fazer da língua
para a qual se traduz “o albergue do longínquo”. (...) Para o tradutor formado
nesta escola, a tradução é uma transmissão
de sentido que, ao mesmo tempo, deve tornar este sentido mais claro,
limpá-lo das obscuridades inerentes à estranheza da língua estrangeira.”[1]
Mais do que isso, a
tradução importa em permitir o encontro de culturas. Entretanto, que não se deve
confundir o resgate dos sentidos de um texto com o seu aprisionamento. Tradução
nunca deveria ser sinônimo de domesticação. Quando um texto traduzido já não
deixa as marcas mínimas de sua origem, ele foi, por certo, domesticado. A
Tradução domesticadora executa uma perversão da tradução em sua mais sublime
intenção. Se ela quer aproximar povos e culturas e estabelecer um diálogo
fecundo, ela deve ser tudo menos etnocêntrica. Povos e pessoas se encontram
para o enriquecimento recíproco e não para a dominação de uns sobre os outros
(BERMAN, A., p. 33-34).
A tradução pressupõe também
a interpretação dos significados. Já P.
Ricouer tornou público de modo preciso essa verdade. No seu entender a tradução
deveria ser vista “...como sinônimo da interpretação de todo
conjunto significante no interior da mesma comunidade linguística.”
(RICOUER, P., p. 33). Interpretando o tradutor se habilita a ir ao encontro do
que há de mais vital e profundo do texto fonte. Interpretar é, assim, como
abrir uma janela de múltiplas possibilidades que se apresentam para aquele que
se pergunta pelas possibilidades ou latências de um texto, de uma cultura
mesmo. A hermenêutica subsidia o tradutor na medida em que traz à memória deste
não somente o que o texto diz, mas o que poderia ter dito. Ela instiga o
tradutor a ousar dizer (por no âmbito da realidade) o que o autor pensou em ter
dito ou faltou dizer (âmbito da idealidade).
A linguística tem posto
importantes elementos teóricos à disposição da ciência da tradução. A isso se
reporte a constatação de George Mounin, referindo-se a Fédorov quando este diz
que “...a tradução constitui antes de
tudo e sempre uma operação linguística, e que a linguística representa o
denominador comum, a base de todas as operações da tradução.” Entenda-se linguística
aqui com a sua particularização, a semântica, a qual outra coisa não seria
senão a “ciência das significações e das
leis que presidem à transformações dos sentidos”. Não se podem
desconsiderar, todavia, os riscos que corre a tradução literária todas as vezes
que estabeleça tanto uma relação de subserviência, quando de assumida inimizade
com a linguística.
A semântica vai por a
descoberto o fato de que os sentidos
transmutam-se ao longo do tempo. Eles, os sentidos, estão condicionados (mas
não mecanicamente determinados) pela história e pela cultura, nas quais surge e
se desenvolve. Isto o expressou de modo cristalino a pesquisa de Adam Schaff
para quem a semântica tem como traço característico a possibilidade de “... tratar da história das significações, de
suas origens”.[2]
No seu entender há os fatores extralinguísticos que ocasionam a mudança nas
significações. Daí se concluir que a semântica deve necessariamente ser
analisada diacronicamente.
Um tradutor não deve
desconsiderar este fato uma vez que se ocupa do encontro entre duas línguas,
produto cultural por excelência. Isto vale, tanto para a língua de origem quanto
para a língua, para a qual se traduz. Na tentativa de fazer emergir em sua
própria língua os sinais de contato e de distância (estranhos) entre sua língua
e a estrangeira, o tradutor não deverá se olvidar dos condicionamentos
histórico-culturais que provocam o câmbio de significados, “as variações de interpretação, as mudanças
de sentido trazidas pelo tempo ou pelo contexto.”[3]
A tarefa tradutória se
complementa de uma aproximação hermenêutica. Sim, pois tradução é também
interpretar. Os signos não falam por si sós, demandam o juízo interpretativo. Todo ato de tradução
presume a opção semântica, mas, mais do que isso, a tradução não pode ser
confundida com o transporte mecânico de significados de uma língua para outra,
uma vez que estes não se deixam captar imediatamente. Sem uma hermenêutica se
revelam difusos. Perdem sua pertinência comunicativa.[4]
2.
Martin Lutero: tradução como inculturação.
Para manter sua
fidelidade ao texto original o tradutor precisa estar convencido de que
qualquer texto (seja ele literário ou não) só pode ser abordado por meio de uma
interpretação.[5]
Isto reforça a tese de que uma fidelidade absoluta e totalizante é impossível.[6] Toda
interpretação pressupõe, todavia, um lugar hermenêutico. Ninguém interpreta
desde um “não-lugar”. A língua (e a linguagem, por conseguinte) é um fenômeno
histórico e temporalmente situado. O chão do tradutor é o que lhe permite
reconhecer identificações entre seu mundo e o mundo do texto de onde traduz.
Mais do que similaridades, na tradução, afloram dessemelhanças vitais entre os
dois textos. Nisso está o elemento fecundo da tarefa tradutícia. O
“estrangeiro” se revela como o elemento que enriquece a ambos os mundos. Não pode ser de modo algum
suprimido ou desconsiderado. Quem traduz traz consigo suas mundividências
imprimindo um caráter novo ao texto do qual traduz. Reinterpretando-o, acaba
por recria-lo. Reescreve em novas categorias, dando assim vida para além de si.
Ainda que soubéssemos
plenamente o contexto vivencial do autor
ou do surgimento do texto a ser traduzido, isto não “equivaleria” a
dizer que tal tradução reproduz com fidelidade o que o autor realmente quis
dizer em outra língua. A isto se deve acrescer a verdade de que as línguas,
todas as línguas, são produtos culturais incompletos. Todas estão num processe
de construção e reconstrução. Estão mesmo em devir. De fato a hermenêutica põe
no seu devido lugar a reserva diferencial que nos dista enquanto comunidade
interpretativa e o autor ou texto fonte. Ao traduzir “... o que somente podemos atingir (...) é expressar nossa visão desse autor
e de suas intenções.”[7]
Na tradução que se
experimenta neste estudo, servi-me, como exercício tradutório também dos
referencias teóricos de M. Lutero. Para ele a tradução, toda tradução não deve
desconsiderar o mundo (cultura) também daqueles para quem o texto traduzido
está sendo oferecido.
Traduzindo o Novo
Testamento do grego para o alemão, ele tinha preocupação em que o texto final
pudesse ser compreendido por seus ouvintes: a criança que brinca na rua, a dona
de casa e o homem simples. Ele recomendava que o tradutor não se focasse na
complexidade da língua da qual se traduz, mas sim na forma com o povo se
expressava. A isto ele estabelecia a pergunta metodológica: qual alemão que
seria capaz de entender expressões dissociadas de sua cultura? Por conta disso
ele se serviu do expediente de incluir no texto até mesmo termos que não
estivessem explicitamente presentes no original, mas que, no seu entender,
permitiriam a clarificação de seu sentido. Mesmo traduzindo a Palavra de Deus,
M. Lutero não se viu constrangido em estar supostamente incorrendo no
sacrilégio de incluir ao texto Sagrado algo estranho. Luther entendeu que a
Palavra de Deus perderia sua intencionalidade comunicativa se não fosse
traduzida em categorias linguísticas contextuais. Dito de outra forma: a Bíblia
só continuaria sendo Palavra de Deus se preservasse sua potencialidade
comunicativa. E para isso deveria a tradução se orientar.
Traduzir era para M.
Lutero como que tirar pedras e paus do caminho de quem lê o texto traduzido.
Neste sentido ele parece se aproximar de W. Benjamim quando este diz que não é
somente a forma de bem compreender o original, mas também uma atividade que
quase nunca é capaz de reproduzir o sentido que tem o texto original.
Fidelidade ao original seria, pois, o mesmo que servilismo.[8] M.
Lutero quis resgatar, portanto, o profundo da significação do texto Sagrado,
mas não o procurou em outro lugar senão no próprio universo conceitual
terminológico do povo pobre. Exerceu uma forma antecipada de enculturação. O
texto original quando traduzido deve encontrar conaturalidade com a cultura que
o recebe. Nesta metamorfose (transformatio)
ambos os texto se interpenetram. Preserva-se a fidelidade, sem, contudo,
violentar a liberdade. Nisto se delineia a peculiaridade da tradução luterana.
Ele encontra sua originalidade na medida exata em que se “atreve” a dar nova
significação ao texto original. Ele o recria desde a preocupação com sua
intencionalidade. Há aí, portanto, a manifestação do chamado “risco hermenêutico”.
Desde o seu lugar social ele julga e interpreta a palavra (e não a letra) que
com mais fidelidade reflete o que a Palavra de Deus quer dizer. É inculturação
sim, na medida em que, os leitores do texto traduzido poderiam reconhecer ali,
a Palavra de Deus em sua própria cultura. Esta era a relação do texto original
com seus leitores primitivos.
Na base da tradução de
M. Lutero, não se pode negar, está subentendido a angústia de toda uma geração.
A transição da Idade média para a Modernidade provocava a inquietação das pessoas. Era, realmente uma época de medo e
ansiedade. Tais sentimentos se corporificavam na lancinante pergunta de M. Lutero: “Como eu posso encontrar um Deus que me seja gracioso” (Wie kriege ich einen gnädigen Gott?). Sua
Teologia nasce desta pergunta e funcionou como uma tentativa de resgatar o
verdadeiro sentido do Evangelho de Cristo: boa notícia de salvação para os que
se encontram oprimidos. Daí a Teologia da graça atuar como chave hermenêutica
para toda a sua obra, inclusive seu conceito de estética.
Partindo-se do
pressuposto que o tradutor é também um crítico literário e que, por conta disso,
tem subjacente a isso uma ideia literária, seria sensato analisar a concepção
de tradução luterana desde esta perspectiva. Isto explica a diferença que
estabeleço entre as possíveis traduções de seu hino. Proponho uma tradução que
“transgride” à letra do texto original, mas lhe paradoxalmente inteiramente
fiel.
A tradução por mim
empreendida parte do pressuposto de que Deus é sim, um Castelo seguro, que em
meio às agruras de um mundo em esfacelamento, dá segurança ao coração inquieto.
Mas tal segurança não se constrói por meio de barganhas (compra das
Indulgências), mas sim pelo amor de Deus. Deus este que, por livre graça, vem
ao nosso encontro, sempre nos perdoando. Ele é aquele que nos acolhe, a
despeito de todas as nossas fragilidades e imperfeições. Ele é castelo seguro.
Estudo
de caso: O hino luterano Castelo Forte
1. O original e suas traduções.
1.1. Ein feste Burg ist unser Gott[9] - Martin Luther (EGB
362. EKD)
1. Ein feste Burg ist unser Gott, ein
Gute Wehr und Waffen.
Er hilft uns frei aus aller Not, die
Uns jetzt hat betroffen.
Der alt Böse Feind
mir Ernst er’s jetzt meint;
Gross Macht und viel List
sein grausam Rüstung ist,
auf Erd ist nicht seins gleichen
2. Mit unsrer Macht ist nichts getan,
Wir sind gar bald verloren;
Es streit
für uns der rechte Mann,
Den Gott hat selbst erkoren.
Fragst du, wer der ist?
Er heist Jesus Christ,
Der Herr Zebaoth,
Und ist kein andrer Gott,
Das Feld muss er behalten
3. Und wenn die Welt voll. Teufel wär
Und wolt uns gar verschlingen,
So fürchten wir uns nicht so sehr,
Es sol uns
doch gelingen.
Der Fürst dieser Welt,
Wie sal’r er sich stellt,
Tut e runs
doch nicht;
Das macht, er ist gericht:
Ein Wörtlein kann ihn fallen.
4. Das Wort sie sollen lassen stahn
Und kein Dank dazu haben;
Er ist bei uns wohl auf dem Plan
Mit seinem Geist und Gaben.
Nehmen sie den Leib,
Gut, Ehr, Kind und Weib:
Lass fahren dahin,
Sei haben’s kein Gewinn,
Das Reich
muss uns doch bleiben
1.2. Deus é castelo forte e
bom (HPD, Hino 97, Igreja evangélica de confissão luterana do Brasil)
1. Deus é castelo forte e bom,
defesa e armamento.
Assiste-nos com sua mão,
Assiste-nos com sua mão,
na dor e no tormento.
O rei infernal
O rei infernal
das trevas do mal,
com todo o poder
e astúcia quer vencer:
Igual não há na terra.
2. A minha força nada faz,
2. A minha força nada faz,
sozinho estou perdido.
Um homem a vitória traz,
Um homem a vitória traz,
por Deus foi escolhido.
Quem trouxe esta luz?
Foi Cristo Jesus,
Quem trouxe esta luz?
Foi Cristo Jesus,
o eterno Senhor,
outro não tem vigor;
triunfará na luta.
3. Se inúmeros demônios vêm,
3. Se inúmeros demônios vêm,
querendo exterminar-nos:
Sem medo estamos,
Sem medo estamos,
pois não têm poder
de superar-nos.
Pois o rei do mal,
Pois o rei do mal,
de força infernal,
não dominará;
Já condenado está
Já condenado está
por uma só palavra.
4. O Verbo eterno vencerá
4. O Verbo eterno vencerá
as hostes da maldade.
As armas o Senhor nos dá:
As armas o Senhor nos dá:
Espírito, Verdade.
Se a morte eu sofrer,
Se a morte eu sofrer,
se os bens eu perder:
que tudo se vá!
Jesus conosco está.
Jesus conosco está.
Seu Reino é nossa herança!
1.3. Castelo forte (HE, Hino 206,
Igreja Metodista do Brasil)
1.
Castelo forte é nosso Deus,
Espada
e bom escudo;
Com
seu poder defende os seus
Em
todo transe agudo.
Com
fúria pertinaz
Persegue
satanás,
Com
ânimo cruel;
Astuto
e mui rebel,
Igual
não há na terra
2.
A força do homem nada faz,
Sozinho,
está perdido;
Mas
nosso Deus socorro traz,
Em
seu Filho escolhido.
Sabeis
quem é? Jesus,
O
que venceu na cruz,
Senhor
dos altos céus;
E,
sendo o próprio Des,
Triunfa
na batalha.
3.
Se nos quisessem devorar
Demônios
não contados,
Não
poderiam dominar,
Nem
ver-nos assustados.
O
príncipe do mal,
Com
seu plano infernal,
Já
condenado está;
Vencido
cairá
Por
uma só palavra.
4.
De Deus o verbo ficará,
Sabemos
com certeza,
E
nada nos perturbará,
Com
Cristo por defesa.
Se
temos de perder
Família,
bens, prazer,
Se
tudo se acabar
E
a morte nos chegar,
Com
ele reinaremos!
1.4. Deus, meu Castelo seguro (tradução por
Levy Bastos)
1.
Deus é para mim um castelo seguro.
Ele
é arma e defesa certas.
Por
pura graça Ele nos socorre em todas as angústias que nos perturbam
O
antigo e sempre presente maligno, Nosso real inimigo,
Que com seu grande poder e imenso ardil
pensa
ser alguma coisa.
Mesmo
com toda a sua monstruosa artimanha
Não
pode ser comparado ao nosso Deus
2.
Não podemos fazer nada por nossas próprias forças,
Estaríamos
totalmente perdidos.
Jesus
Cristo, o Senhor de nossa redenção,
O
escolhido de Deus,
Em
toda a sua perfeita forma de humanidade, luta por nós.
Além
dele não há outro.
E
Ele nunca nos abandonará.
3.
Ainda que o mundo todo estivesse inundado de corrupção e maldade
E
estas quisessem nos destroçar,
Não
precisaríamos temer além da conta,
Pois
no final, prevaleceremos.
Os
poderosos deste mundo não podem nos fazer mal algum,
Eles
já estão sob o juízo divino.
Uma
só palavra de Deus,
Eles
cairão.
Bibliografia:
Arrojo, Rosemary, Oficina de Tradução, 4. Edição, São Paulo: Editora Ática, 2002.
Idem,
Compreender x interpretar e a questão da
tradução. In: Arrojo, R., (org) O signo desconstruído. Campinas: Pontes,
2003, p. (http://pt.scribd.com/doc/66485425/Rosemary-Arrrojo-O-Signo-Desconstruído)
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Mauad Editora, 2007.
Barth,
Hans-Martin, Die Theologie Martin Luthers. Eine kritische Würdigung, München,
Gütersloher Verlahaus, 2009.
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7Letras, 2007.
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São Paulo: Perspectiva, 1992.
Idem, “Paul Valery e a poética da tradução”. In: Costa, Luis Angélico da
(org.) Limites da traduzibilidade,
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Gentzler, Edwin, Teorias contemporâneas
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2012.
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Störig,
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Yebra, Valentín G., Em torno a la traducíon. Teoria. Crítica. História, 2. Edição,
Madrid: Editorial Gredos, 1989.
[1]
Berman, A., A tradução e a letra, p. 17.
[2]
Schaff, A., Introdução à semântica, p. 15.
[3]
Arrojo, R., Oficina de tradução, p. 17.
[4]
Idem, pp. 22-23.
[5]
Idem, p. 38.
[6]Para
maior aprofundamento sobre a questão da fidelidade e da liberdade no ato de traduzir,
considerar a excelente abordagem de Walter Benjamin. Cf.: Störig, Hans J., (org.), Das
Problem des Übersetzens.
[7]
Idem, p.41.
[8] Benjamin,
W., in: Heidermann,
Werner, (org.), Clássicos da teoria da tradução, p. 207.
[9] A
composição do Hino de Lutero é de difícil datação. No Hinário da Igreja
evangélica da Alemanha (EKD) é datado de 1529, mas é possível conjecturar
outras cinco datas possíveis de sua composição: 1521 quando da Dieta de Worms. 1527,
quando M. Luther sofreu sua primeira crise renal. Em outubro de 1527 quando se
completaram dez anos da afixação das 95 Teses nas portas da Igreja de
Wittenberg. Em 1527 quando M. Luther tomou conhecimento da morte de cristãos
evangélicos em Bruxelas. E, por fim, em 1529 quando da invasão turca. Heinrich
Heine se referiu a este Hino como a Marselhesa da Reforma evangélica tamanha a
importância que o mesmo passou a exercer na vida das Igrejas da Reforma.
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