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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Um galo, bichos e o sol...



Uma vez, numa fazenda, na qual haviam bichos, só bichos, e bichos falantes que viviam uma existência idílica... todos os dias, tudo se passava, som monotonia, mas com muita alegria. Cada um sabia o que fazer de sua vida. Trabalhavam, não por dinheiro, mas pelo gosto de fazer, o que se gostava. Sabiam, então, o verdadeiro sentido do trabalho: realização e felicidade. Não era (vê-se) um trabalho alienado.

Nesta fazenda havia um galo. Todos os dias, cumprindo sua vocação, se levantava bem cedinho, se aprontava e da porta de sua casinha, cantava. E cantava bonito mesmo. Diria magistralmente. Seu cantar, fazia o sol nascer. Pelo menos foi isso que ele sempre acreditou. Ele sabia de sua importância: com seu canto, iniciava-se o dia de todos os bichos na fazenda. Ele sempre esteve envolvido pela aura de importância. Pode ser que, por isso, se julgasse o mais importante entre todos os animais da fazenda. 

Numa manhã, o galo perdeu a hora. Quando abriu os olhos, para seu espanto e pesar, o dia já havia nascido. Num misto de tristeza e frustração, voltou para sua casinha. A vida perdeu seu significado. O galo descobriu que não era maior que o sol. Que o dia não dependia só dele para começar. Por alguns dias ele não fez outra coisa que observar da fresta da janela, para confirmar sua tragédia: o sol, de fato nascia, sem que para isso, ele precisasse cantar. O galo foi tomado de melancolia e tristeza. Já não tinha mais razão para viver.

Num belo dia, o galo foi acordado com todos os bichos da fazenda à sua porta. E vieram para lhe pedir que continuasse cantando. 
"Mas para que cantar, se o sol nasce assim mesmo?", disse ele.
A resposta imediata dos bichos fez toda a diferença:
"Teu canto pode até não interferir no nascimento do sol, mas faz grande diferença para a vida de todos nós. Quando você canta tão lindo, renasce um sol dentro de cada um de nós."

Estamos todos os das à procura de um sentido para a vida. E é muito bom que seja assim, mas isso pode ser uma experiência frustrante e dolorosa quando estabelecemos alvos que são muito maiores que nossa capacidade de realização. Nem todos nós nascemos para desempenhar funções de alcance mundial. Mas todos, por certo, fomos vocacionados para uma existência significativa. Pequenas coisas, bem simples e aparentemente fugazes, se forem vistas com os olhos de um "esperante" passam a ter um outro, bem outro sentido. Podem se converter em força mobilizadora de nossas vidas, não somente das nossas, mas também da de muitos que estão próximos de nós. 


Gosto da parábola que Jesus Cristo contou do grão de mostarda. "É pequena (menor entre todas as plantas", (Ele diz), "mas é capaz de crescer e dar abrigo para muitos pássaros."

Amanhecer o dia e saber que tudo o que fizermos, por insignificante que possa parecer, tem um grande significado na vida de outras pessoas. Isso faz uma grande diferença.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Um cristianismo mais humilde.



Ninguém pode negar que o cristianismo tem feito muito bem a muitas pessoas. Prova disso são as incontáveis instituições de serviço social, na sua maioria gratuitas, que têm atendido aos mais pobres. Preenchendo, assim, a falta do poder público. Mas, por outro lado, não podemos desconsiderar o triste fato de que os cristãos são sim antipatizados por muita gente. E eu tenho me perguntado recorrentemente pela razão desta antipatia.

Desconfio que o que mais incomoda às pessoas de fora da Igreja é a atitude arrogante de alguns cristãos. De fato, é perturbador quando estes se esquecem que, ao longo da história, a Igreja cristã nem sempre esteve do lado certo, nem sempre fez as melhores opções. As Cruzadas, a Santa Inquisição, o morticínio de índios e a omissão diante da escravidão de seres humanos confirma isto.

Como se não bastassem estes lamentáveis fatos do passado, há hoje os relatos que denunciam não somente a pedofilia no interior da Igreja católica como também o uso pouco evangélico do dinheiro por parte de alguns pastores.

Mas o Evangelho é maior do que estes exemplos reprováveis. A Igreja cristã não precisa olhar sua história sempre com pesar. Com o passado podemos aprender muito. A história pode ser nossa mãe e mestra se, e somente se, nos ajudar a reescrever nosso presente.

Julgo que os cristãos ganhariam muito se fossem mais humildes. Reconhecer suas fragilidades e equívocos não faz mal algum. Nós cristãos precisamos ser mais realistas e reconhecer que moramos numa casa com telhados de vidro. Estamos a caminho da perfeição, isto é, ainda não a alcançamos. Isto significa que não devemos nos colocar como juízes ou palmatória da humanidade. Como aqueles que se julgam ser os únicos detentores da verdade.   

Acredito que a Igreja ganha mais se ela se ocupar das coisas que realmente contam e pregar o perdão, a reconciliação, a generosidade, a justiça, a esperança, a vida eterna, a compaixão. Não há quem se oponha a isto.


Nós cristãos não podemos nos esquecer que Deus não é inimigo da alegria e da felicidade dos seres humanos. Nisto está a sua glória. Que os anjos da anunciação queriam paz na terra entre todos os homens de bom coração. E paz é coisa realmente nos falta.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Belos, fortes, invencíveis... mas irreais.



Contam por aí que Napoleão foi perguntado se realmente era feliz. A pergunta veio do fato de que subjugou toda a Europa, forçando, inclusive o Rei português vir morar no Brasil. Ele, desencantado, disse que não era feliz, pois não era como Trajano.

Foram então atrás deste e lhe perguntaram se ele era feliz, pois de todos os imperadores romanos, ele foi o que expandiu ao máximo o Império. Trajano, triste, disse que não era feliz, pois não era como Aníbal. Aquele sim era grande. Insuperável general.

Foram e fizeram a mesma pergunta ao general Cartaginês. Ele, como o grande estrategista que atravessou os Alpes com elefantes nas famosas Guerras Púnicas, deveria ser muito feliz, mas, também receberam a mesma resposta. Aníbal não era feliz. E sabem por que? Porque ele não era como Alexandre, o grande.

Foram, por fim até o grande Rei macedônio. E a resposta, para surpresa de todos, foi a mesma: não era feliz, mesmo tendo conquistado o mundo com 33 anos de idade. E sabem por que? Porque ele não era como Hércules, mas Hércules nunca existiu.

Às vezes tenho a impressão que parte de nossa infelicidade é causada porque temos ideais de vida feliz que são irrealistas. Sonhamos ser alguém que não existe. Nosso ideal de beleza está calcado numa quimera. Esquecemos, por exemplo, que boa parte das musas de nosso mundo, são construídas à base de fotoshop. Sou levado, portanto, a concluir que nossos heróis nos inspiram porque não são reais.

Eu, de minha parte, prefiro reconhecer minhas limitações e aprender, dia após dia a luta da superação, mas sempre respeitando os meus limites. Meus fracassos não me esmagam. Eles me lembram que sou humano. E isso é muito bom! Por isso mesmo é que, se me pedissem para escolher um herói, não escolheria o Super-homem ou qualquer outro similar. Optaria pelo Chapolin colorado. Ele é um herói com traços humanos. Gosto dele porque ele tem medo, como todos nós. Por isso é que está perto de nós e de nossas fragilidades.

É tão bom ser humano, com tudo que isso significa. Nem mais, nem menos. Simplesmente humano!


terça-feira, 31 de maio de 2016

Deus, a causa incausada e a ocupação das escolas. E daí?


Tomás de Aquino foi um dos mais importantes teólogos do Cristianismo. Na Idade Média, ninguém o superou. Escreveu entre outras coisas, as “Cinco vias”, ou cinco provas da existência de Deus. Mesmo sendo antigas, continuam sendo um interessante argumento que nos ajuda a pensar o ser de Deus. Seu princípio mais básico é o de que Deus é o princípio e fim de todas as coisas.
Uma dessas vias ou provas fala da Causa Primeira ou Causa Eficiente. Ela decorre da relação "causa/efeito" que se observa nas coisas criadas. Para Tomás de Aquino, não se encontra na natureza, algo que seja a causa de si mesmo, porque desse modo seria anterior a si próprio: o que seria impossível. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito, pois, cada causa pediria uma outra numa sequência infinita e não se chegaria ao efeito atual. Logo, seria necessário afirmar a existência de uma Causa eficiente primeira que não tivesse sido causada por ninguém ou por nada. Deus seria, para Tomás de Aquino a única causa, sem causa. Deus seria, portanto, o fundamento de si mesmo.
No mundo real onde vivemos, sofremos, amamos. Neste nosso mundo tão querido, mas também tão cheio de contradições, temos sido informados de uma efervescência social provocada pela ocupação das escolas públicas por estudantes do ensino médio. Há quem lamente o fato de (por causa deste movimento) as aulas serem interrompidas, em prejuízo de muitos que querem estudar. Há quem, inclusive, diga que a luta destes estudantes tem fundo puramente ideológico. Não desconsidero nenhuma destas alegações. São sim pertinentes, mas nem sempre nos perguntamos pelo que desencadeou os protestos, sua causa: as condições permanentemente precárias do ensino no Brasil. O movimento não é, portanto, sem causa (como Deus o é). Ele tem, isto sim, uma boa causa: estes adolescentes estão nos lembrando que o único meio de tirar o Brasil do histórico atraso econômico é a mudança de nosso sistema educacional. Para confirmar sua percepção, basta olhar ao redor de nós. Somente nos países onde educação tem sido tratada como prioridade absoluta é que houve avanços econômicos e sociais permanentes. Tomemos o exemplo da Coréia do Sul. Ao fim da Guerra fratricida, quase metade da população era analfabeta. Hoje a Coréia conseguiu atingir avanços sociais invejáveis. Por que? Simplesmente porque fez da educação (especialmente do ensino fundamental e médio) uma prioridade impostergável.
Pode ser que nos ajudaria um pouco se analisássemos a luta destes adolescentes sobre esta ótica. Eles não são os “perturbadores” da nação. O que perturba é a eterna inépcia do poder público em implantar projetos duradouros que façam da educação um motivo de satisfação e orgulho para todos nós.
Vou mais longe: este princípio interpretativo vale para todos os movimentos sociais. Em vez de criminalizá-los, deveríamos nos perguntar por suas causas. Me explico: enquanto houver déficit habitacional no Brasil (só no Grande Rio são mais de 450 mil habitações), a pauta do MTST está em dia. Enquanto houver terras improdutivas no Brasil, não cumprindo assim sua função social, o MST, continua sendo uma voz que não deve, nem pode ser calar.
Voltemos onde começamos, pois na metafísica, parece a alguns não haver espaço para política ou polêmica. Deus é causa sem causa. Mas Ele, sendo incausado, tem a cada um de nós, sua causa mais fundamental. O amor de Deus por nós é o sentido definitivo da história. Não sendo pressionado por nada nem por ninguém, Deus, num ato de pura e livre graça, decidiu-se por nós. Ele não se cansa de todos os dias recomeçar conosco. Sua misericórdia se renova a cada manhã. Com isso meu coração fica tranquilo. Somos todos amados por Deus. Seu cuidado perpassa cada instante de nossas vidas. E o mais fascinante de tudo é que nisso, ele não muda, nunca mudará. Seu amor é, sem fim!

terça-feira, 10 de maio de 2016

Quem é Deus?


Sobre Deus e nossas limitações em abarca-lo em nosso entendimento, já se expressava de modo mordaz, mas realista, o crítico literário norte-americano Harold Bloom:

“Quem era, quem é Javé? Sem dúvida Ele continua nos dizendo, mas nem a Tanaká, o Talmud, a Cabala, o Novo Testamento e o Alcorão juntos são suficientes para abarcar tudo o que Ele nos diz e também o que Ele não nos diz. Minha larga experiência como leitor de Shakespeare como professor que ensina às pessoas a lê-lo, tem me feito desconfiar de todo tipo de aproximação a Ele (Deus), pois Ele nos contém. ” (HAROLD BLOOM, Jesús y Yahvé, 2006, p. 136).

É por essas e por outras que cada vez me convenço mais de que não faria mal algum, ser fôssemos mais humildes quando falamos sobre Deus, pois a despeito de toda nossa inteligência, Ele seguirá sendo sempre maior (muito maior) do que pensamos.
Mas então isto significa que não podemos falar nada mais sobre Ele e Seus desígnios? Não, isso seria um exagero. Um grande equívoco. 

Mas se temos que falar algo sobre Deus, falemos daquilo que não há margem de erro algum: Deus é amor e Sua misericórdia em nosso favor se renova toda manhã. Isso é uma convicção que irmana todos os homens. É ponto de partida para todo diálogo fraterno e respeitoso com quem quer que seja. Isso me basta. Com isso durmo tranquilo. 

O resto... o resto podemos deixar para depois.

domingo, 8 de maio de 2016

A arte da escuta.


 "Todo ser humano seja rápido para ouvir, mas devagar no falar e devagar em se irar, pois a ira da pessoa humana não produz o que é justo diante de Deus”
Assim foi que Martin Lutero traduziu a Carta de Tiago, capítulo 1, versículos 19 e 20. 

Por trás deste texto está a sabedoria milenar que diz que é sempre melhor ouvir do que falar. Na Alemanha aprendi um ditado popular: "falar é prata, mas ouvir é ouro". É por essas e por outras que cada vez mais me convenço de que precisamos nos adestrar na arte da escuta. Escuta ativa e demorada. Escuta que seja atenta.

Mas por que é tão importante aperfeiçoar a arte de escutar? 

Quem se aperfeiçoa na arte da escuta dá provas de que quer aprender com os outros. Está aberto para alargar ainda mais seu horizonte de vida e de compreensão. Reconhece que é uma pessoa imperfeita e ainda incompleta. Sabe bem que é alguém que está em construção. Que precisa da partilha com seu semelhante para ser mais pleno e, portanto, mais feliz.

Ao contrário disso, quem fala muito e pouco ouve, ainda não sabe o sentido profundo e curativo do diálogo. Mais do que isso, está, no fundo, convencido de que não tem mais o que aprender. E o maior risco de pessoas que não querem aprender com os outros é o de se tornarem reféns do preconceito (filho crescido da ignorância).

O Brasil de hoje enfrenta momentos turbulentos. Seja no âmbito político, seja no religioso. Ninguém quer ouvir a ninguém, As pessoas parecem que estão “entrincheiradas”. Em tempos de intolerância como esses que vivemos, escasseiam-se as pessoas que têm ouvidos abertos para a escuta criativa. Pessoas que estejam realmente dispostas a ouvir umas às outras, especialmente em se tratando de quem pensa diferente. Mas, é com os que pensam diferente de nós é que temos maior chance de aprendizado e crescimento.

Mais que nunca precisamos fortalecer a ideia de que uma sociedade cresce e se torna mais fecunda na exata medida em que deixa florescer a troca e a partilha de ideias. Onde pessoas se abrem umas às outras para (como dizia Paulo Freire) aprenderem em comunhão.

Esta é a mais sublime mensagem do Evangelho de Cristo: seguimos a Cristo e todos os dias estamos dispostos e desejosos de aprender um pouco mais. Como crentes, não queremos fortalecer a intolerância, mas ser instrumentos de paz. Queremos, isto sim, ser como pontes que aproximam as pessoas. Para isso, Deus, por certo nos ajudará!


domingo, 24 de abril de 2016

Serenidade para momentos tormentosos


Uma reflexão sobre Mateus 8,23-27
23 Jesus subiu num barco, e os seus discípulos foram com ele.
24 De repente, uma grande tempestade agitou o lago, de tal maneira que as ondas começaram a cobrir o barco. E Jesus estava dormindo.
25 Os discípulos chegaram perto dele e o acordaram, dizendo: – Socorro, Senhor! Nós vamos morrer!
26 – Por que é que vocês são assim tão medrosos? – respondeu Jesus. – Como é pequena a fé que vocês têm! Ele se levantou, falou duro com o vento e com as ondas, e tudo ficou calmo.
27 Então todos ficaram admirados e disseram: – Que homem é este que manda até no vento e nas ondas?!

Será possível viver sem ansiedade e preocupações?
Todos estamos sujeitos às preocupações quotidianas. De uma ou de outra forma, em maior ou menor intensidade, as “coisas da vida” podem tirar o nosso sono. Criar os filhos, manter-se empregado, planejar e garantir o futuro próprio e dos familiares. Suportar aos riscos da violência diária sem se deixar inquietar. Todas estas questões indicam o quanto estamos próximos da preocupação e ansiedade.
Sobre a visão holística da vida.
É profundamente curativa a vida de alguém que sabe abarcar a todos os acontecimentos da vida de forma holística, isto é, abrangente. Pessoas que sabem valorizar todos os acontecimentos da vida, sem superestimar alguns em detrimento de outros, têm muito mais chances de ser felizes e viverem saudavelmente.
Pequenos acontecimentos são desencadeadores de grande felicidade se vividos intensamente e de forma abrangente. De fato a vida de todos nós se constitui fundamentalmente de pequenos acontecimentos. Na soma destas pequenas coisas, se vividas com gratidão e alegria, se constrói a grande felicidade.
Jesus Cristo, aquele que dorme na tempestade.
Quando o barco dos discípulos foi envolvido por grande tempestade, eles se desesperaram. Não conseguiam ver outra possibilidade que não a morte. No desespero, se fecharam diante de seus olhos todas as outras possibilidades da vida. Esqueceram-se de que é inerente à navegação, a tempestade. Esqueceram-se também de que, depois de toda tempestade, vem a bonança. Jesus, ao contrário de Seus discípulos, não fazia outra coisa que dormir. Dormia, na verdade, o sono dos justos. Estava tranquilo porque se sabia guiado e guardado por Seu Pai.
Jesus Cristo, representa bem a pessoa que não vive sob a pressão de ideias fixas. Ele sabia entrecortar as coisas importantíssimas da vida com outras, que, se não tinham a mesma importância, eram fonte de alegria e satisfação na vida. Por isso é que os Evangelhos relatam que Ele atendia e se ocupava das crianças, ia a casamentos, bebia vinho, visitava amigos queridos, e gente que o convidava (Levi e Zaqueu). Apesar de ter uma clareza profunda da urgente missão que recebeu do Pai, Jesus Cristo soube entrecortar a vida com pequenas coisas que simplesmente traziam bem-estar à Sua vida.
Jesus Cristo, aquele que acalma tempestades.
O relato do Evangelho de Mateus fala de Jesus como o que mantem-se sereno e calmo em meio à tempestade, mas fala também dEle, como alguém que vence a tempestade. Jesus terá sempre o poder de estar conosco na “barca” da vida. Em meio às tempestuosas situações de nossas vidas (e são tantas e tão frequentes...). Ele nos acompanha. Vem ao nosso encontro para nos lembrar de que a vida pode ser vivida com serenidade e alegria, apesar dos pesares.
Em meio ao temporal Ele se mantinha tranquilo, pois sabia bem que Sua vida estava guardada por Deus. Cada passo que dava tinha a condução e guarda do Pai amoroso. Se navegar é precisar, cinfiar em Deus é imprescindível.
Na verdade, Jesus nos lembra que a vida vale mais, se for vivida sem angústias ou preocupações desnecessárias. Ele nos lembra que quem se sabe dirigido por Deus deve viver cada dia de cada vez. Navegar é realmente preciso.