Uma vez, numa fazenda, na qual haviam bichos, só
bichos, e bichos falantes que viviam uma existência idílica... todos os dias, tudo
se passava, som monotonia, mas com muita alegria. Cada um sabia o que fazer de
sua vida. Trabalhavam, não por dinheiro, mas pelo gosto de fazer, o que se gostava.
Sabiam, então, o verdadeiro sentido do trabalho: realização e felicidade. Não era (vê-se) um trabalho alienado.
Nesta fazenda havia um galo. Todos os dias, cumprindo
sua vocação, se levantava bem cedinho, se aprontava e da porta de sua casinha,
cantava. E cantava bonito mesmo. Diria magistralmente. Seu cantar, fazia o sol
nascer. Pelo menos foi isso que ele sempre acreditou. Ele sabia de sua importância:
com seu canto, iniciava-se o dia de todos os bichos na fazenda. Ele sempre esteve envolvido pela aura de importância. Pode ser que, por isso, se julgasse o mais importante entre todos os animais da fazenda.
Numa manhã, o galo perdeu a hora. Quando abriu os
olhos, para seu espanto e pesar, o dia já havia nascido. Num misto de tristeza
e frustração, voltou para sua casinha. A vida perdeu seu significado. O
galo descobriu que não era maior que o sol. Que o dia não dependia só dele para
começar. Por alguns dias ele não fez outra coisa que observar da fresta da janela, para confirmar sua tragédia: o
sol, de fato nascia, sem que para isso, ele precisasse cantar. O galo foi tomado de melancolia e tristeza. Já não tinha mais razão para viver.
Num belo dia, o galo foi acordado com todos os bichos
da fazenda à sua porta. E vieram para lhe pedir que continuasse cantando.
"Mas para que cantar, se o sol nasce assim mesmo?", disse ele.
"Mas para que cantar, se o sol nasce assim mesmo?", disse ele.
A resposta imediata dos bichos fez toda a diferença:
"Teu canto pode até não interferir no nascimento do sol, mas faz grande diferença para a vida de todos nós. Quando você canta tão lindo, renasce um sol dentro de cada um de nós."
Estamos todos os das à procura de um sentido para a vida. E é muito bom que seja assim, mas isso pode ser uma experiência frustrante e dolorosa quando estabelecemos alvos que são muito maiores que nossa capacidade de realização. Nem todos nós nascemos para desempenhar funções de alcance mundial. Mas todos, por certo, fomos vocacionados para uma existência significativa. Pequenas coisas, bem simples e aparentemente fugazes, se forem vistas com os olhos de um "esperante" passam a ter um outro, bem outro sentido. Podem se converter em força mobilizadora de nossas vidas, não somente das nossas, mas também da de muitos que estão próximos de nós.
Gosto da parábola que Jesus Cristo contou do grão de mostarda. "É pequena (menor entre todas as plantas", (Ele diz), "mas é capaz de crescer e dar abrigo para muitos pássaros."
Amanhecer o dia e saber que tudo o que fizermos, por insignificante que possa parecer, tem um grande significado na vida de outras pessoas. Isso faz uma grande diferença.
"Teu canto pode até não interferir no nascimento do sol, mas faz grande diferença para a vida de todos nós. Quando você canta tão lindo, renasce um sol dentro de cada um de nós."
Estamos todos os das à procura de um sentido para a vida. E é muito bom que seja assim, mas isso pode ser uma experiência frustrante e dolorosa quando estabelecemos alvos que são muito maiores que nossa capacidade de realização. Nem todos nós nascemos para desempenhar funções de alcance mundial. Mas todos, por certo, fomos vocacionados para uma existência significativa. Pequenas coisas, bem simples e aparentemente fugazes, se forem vistas com os olhos de um "esperante" passam a ter um outro, bem outro sentido. Podem se converter em força mobilizadora de nossas vidas, não somente das nossas, mas também da de muitos que estão próximos de nós.
Gosto da parábola que Jesus Cristo contou do grão de mostarda. "É pequena (menor entre todas as plantas", (Ele diz), "mas é capaz de crescer e dar abrigo para muitos pássaros."
Amanhecer o dia e saber que tudo o que fizermos, por insignificante que possa parecer, tem um grande significado na vida de outras pessoas. Isso faz uma grande diferença.