Há quem leve sua vida sem nunca conjugar a hipótese de crer em Deus, como algo possível ou necessário.
Respeito muito tais pessoss. Elas
demonstram enorme convicção e coragem, levando às últimas consequências sua autonomia e emancipação com respeito a Deus e à religião.
Não sei se sou tão corajoso. No fundo, nem sei se preciso ser. Cada pessoa realiza-se de uma forma. Umas com, outras sem a referência ao Divino.
De minha parte me empenho por cultivar uma espiritualidade por causa de sua significação.
Confiar em Deus é para mim uma atitude de vida que põe em ordem e harmonia todas as demais coisas.
Crendo em Deus sei estar seguro de que, na vida e na morte, Ele cuidará de mim.
Estou certo de que estarei sempre envolto e guiado por Seu amor eterno.
Minha fé dá, por isso, um sentido definitivo para minha existência: sei de onde vim e para onde retornarei quando o fim dos meus dias chegarem.
Deus é companhia permanente. Tanto nas horas de dor e angústia, quanto nos momentos de profundo contentamento e felicidade.
Ele, mesmo nunca tendo sido visto por qualquer ser humano, é para mim a mais real de todas as realidades, pois o vejo com os olhos da fé.
De fato, S. Kierkegaard estava certo quando disse que os milagres da vida só vê quem tem fé.