Sobre Deus e nossas limitações em abarca-lo em nosso entendimento, já se expressava de modo mordaz, mas realista, o crítico literário norte-americano Harold Bloom:
“Quem era, quem é Javé? Sem dúvida Ele continua nos dizendo, mas nem a Tanaká, o Talmud, a Cabala, o Novo Testamento e o Alcorão juntos são suficientes para abarcar tudo o que Ele nos diz e também o que Ele não nos diz. Minha larga experiência como leitor de Shakespeare como professor que ensina às pessoas a lê-lo, tem me feito desconfiar de todo tipo de aproximação a Ele (Deus), pois Ele nos contém. ” (HAROLD BLOOM, Jesús y Yahvé, 2006, p. 136).
É por essas e por outras que cada vez me convenço mais de que não faria mal algum, ser fôssemos mais humildes quando falamos sobre Deus, pois a despeito de toda nossa inteligência, Ele seguirá sendo sempre maior (muito maior) do que pensamos.
Mas então isto significa que não podemos falar nada mais sobre Ele e Seus desígnios? Não, isso seria um exagero. Um grande equívoco.
Mas então isto significa que não podemos falar nada mais sobre Ele e Seus desígnios? Não, isso seria um exagero. Um grande equívoco.
Mas se temos que falar algo sobre Deus, falemos daquilo que não há margem de erro algum: Deus é amor e Sua misericórdia em nosso favor se renova toda manhã. Isso é uma convicção que irmana todos os homens. É ponto de partida para todo diálogo fraterno e respeitoso com quem quer que seja. Isso me basta. Com isso durmo tranquilo.
O resto... o resto podemos deixar para depois.
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