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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Uma Igreja com futuro...


Jesus Cristo veio ao mundo para redimir a humanidade. Ele é a graça de Deus feita realidade entre nós. Sua vinda ao mundo não é somente uma prova do grande amor de Deus por cada um de nós, mas é também sinal maravilhoso daquilo que Deus espera de nós, daquilo que pode inspirar nossas vidas de modo permanente.
Vindo ao mundo, Jesus inaugurou o Reino de Deus. Na verdade, com Ele, o futuro de Deus para toda a humanidade já começou. Vivemos hoje já os primeiros sinais daquilo que no futuro será realidade perfeita. O que esperamos um dia cumprir-se plenamente (o céu, a vida eterna com Deus), já era realidade palpável e visível naquilo que Jesus Cristo fez e ensinou, mesmo que de modo fragmentário. Suas curas e milagres, sua atitude perdoadora, sua afeição aos mais fracos e marginalizados, seu engajamento pela vida abundante de todos são prova inconfundível de que um tempo novo havia começado.
Jesus pregou o Reino de Deus mas seus discípulos fundaram a Igreja. Por que fizeram isso? Para que existe a Igreja? Ao que parece esta deveria ser sempre a comunhão daqueles que acolheram a mensagem redentora de Cristo, que desejam viver em comunhão e na prática de Seus ensinos. A Igreja foi fundada para sinalizar o Reino de Deus. Para amar como Cristo amou. Para ser um Cristo para o mundo. Nem mais, nem menos que isso.
A Igreja, sendo comunhão dos discípulos de Cristo, tem um grande significado, isso sempre e na exata medida em que for um reflexo daquilo que Jesus Cristo viveu e pregou. Sua relevância está condicionada pela medida de seu amor pelas pessoas. Sua importância se revela na intensidade com que ela se empenha na luta pela justiça, pela reconciliação e fraternidade entre os povos. Ela vale muito, quando é comunidade de perdão e de fato perdoadora. Se ela, num mundo corroído por guerras sem fim, é instrumento de paz.
Uma Igreja que se deixa fascinar com os (podres) poderes deste mundo, que usa mil estratagemas para retirar dinheiro das pessoas, que se esmera em condenar os pecados alheios e se esquece de seus muitos, que não educa para o diálogo respeitoso com os que pensam diferente dela, essa Igreja, temo que não terá futuro. Na verdade, tal “Igreja” nunca teve passado, posto que não evidencia ter qualquer identificação com Jesus Cristo, o único fundamento da Igreja.
Todos os dias precisamos reaprender o que significa ser Igreja de Cristo. De novo e sempre devemos nos converter ao que Ele nos fala no Evangelho: mais amor e menos ódio, mais verdade e menos engano, mais tolerância e menos intransigência.
De fato, seguir a Cristo não é coisa fácil. Nem todos são aptos para isso, mas para os que se colocam no caminho de Seu seguimento, saibam que este é um fascinante projeto de vida que pode dar sentido pleno à vida. Quem encontrou a Cristo, encontrou um tesouro pelo qual vale a pensa apostar toda a vida. Este encontrou a razão para viver.

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