Natal...tempo de esperança.
3. Domingo do Advento
Um refugiado redimirá a humanidade - Mateus 2,13-18
13 E, tendo-se eles
retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo:
Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até
que eu te diga, porque Herodes há de procurar o menino para o matar. 14 E, levantando-se ele,
tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito. 15 E esteve lá até à morte
de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo
profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho. 16 Então, Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos
magos, irritou-se muito e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em
todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que
diligentemente inquirira dos magos. 17 Então, se cumpriu o que foi dito pelo profeta
Jeremias, que diz: 18 Em
Ramá se ouviu uma voz, lamentação, choro e grande pranto; era
Raquel chorando os seus filhos e não querendo ser consolada, porque já não
existiam.
Todos temos sido tomados
nos últimos meses de espanto, indignação e dor ao vermos os relatos de
imigrantes sírios e africanos que, desesperados arriscam-se a atravessar o mar
mediterrâneo em balsas, barcos abarrotados ou mesmo simulacros de embarcações.
Saem de sua terra natal movidos pela esperança de poder recomeçar suas vidas em
um lugar seguro, sem intolerância religiosa, sem o pavor dos crimes perpetrados
por terroristas fanáticos, por governos autocráticos. Outros põem-se numa
caravana longa e arriscada, tentando fazer o caminho rumo à Europa. Saem de sua
terra natal com poucos pertences. Deixam para trás não somente a terna lembrança
da pátria onde nasceram, de seus entes queridos. Trazem consigo também a
tragédia da guerra. Os horrores que não saem facilmente de nossa memória.
Os números são
assustadores. Desde 1945, quando terminou a maior de todas as guerras já
vivenciadas pela humanidade, nunca houve tantos refugiados. Calcula-se que
somente entre os Sírios este número possa chegar aos 10 milhões. Se somarmos a
estes os fluxos migratórios de outras regiões do mundo (haitianos, latinos,
palestinos, ucranianos) podemos, sem dúvida, constatar que vivemos numa era de
imigração e exílio. Estamos vivendo uma era de deslocamentos.
Os pais de Jesus também
estiveram sob o risco de morte. Foram ameaçados pelo Rei Herodes, por isso, tiveram
que abandonar sua terra natal, seus parentes...tudo. Foram para o Egito para
escapar da perseguição. Eram refugiados como os muitos que conhecemos hoje.
No Natal, Deus nos ensina
que o destino de todos os refugiados do mundo nos toca a todos, como
humanidade. Acolhê-los com amor e dar-lhes a oportunidade de recomeçar suas
vidas, superar os traumas que trazem consigo, é o mesmo que acolher o menino
Jesus e sua família. Dar abrigo aos perseguidos, pobres e desterrados deste
mundo ... esse é também uma lembrança sempre presente do verdadeiro Natal.
Deus estará conosco
sempre que nos solidarizamos com todos os exilados do mundo e lhes oferecermos uma
pátria, um sentido para a vida. Quando sentimos a sua dor e, juntos, nos
dispomos a construir um novo futuro de paz e justiça.
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